quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Antipodas...


Como pode o vazio ter essa força tremenda...
Quase como um vulcão adormecido, desperto... cuspindo lava...
O vazio... Ah o vazio...
O nada... como pode ter essa força imensa, maior que a vida, que seu cotidiano mal desenhado...
Como pode o nada ser tudo????
E perder tudo, pelo nada???
O oco virou Barroco...
E tudo... chego a rezar calada, para que o tudo seja tão imenso quanto teimam em me dizer...
que me preencha a vida...
que me sacie...
que me esgote...
que me prenda...
porque ser livre é ter o tudo e o nada,
e no peito já não sei que mistérios há...
estou reaprendendo a respirar...

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Arquimedes


Arquimedes, foi matematico e físico grego, nasceu em Siracusa-Sicilia em 287 a.C

Uma cara bacana, que mereçe todo nosso respeito, porque sem seus conhecimentos não teríamos elevadores e nem a verticalização das cidades. oh my! não existiria N.Y? Tokyo?!

Há vários principíos de Arquimedes, como o "Dos corpos flutuantes", "Do equilibrío dos Planos", Espirais, Círculos ( numéro Pi), Parábolas...

Amei o que pesquisei, pra meu conhecimento geral e "o que aprendi está de bom tamanho... hehehehe"(porque e muita matematica pra minha cabeça!) e conclui que gênios não morrem. Minha singela Homenagem:


"Todo Corpo submergido num fluido, experimenta um impulso de baixo pra cima, igual ao peso do fluido que desloca"

sábado, 8 de agosto de 2009

Réu confesso


... Confesso que ser livre não é estar só...

... não é estar acompanhada...

...Confesso que precisei tirar os pés do chão...

...Confesso que precisei partir e voltar...

...Confesso que precisei me perder...

...para poder me encontrar...

...Confesso que vivo no meu mundo...

...aonde eu dito as regras...

...confesso que me falta o ar...

...porque queria ser o ar que sai da tua boca...

...queria ser o teu riso mais bonito...

...queria ser as ondas que te acariciam a pele nua...

...queria dançar no teu corpo feito bailarina...

...Confesso...

...Sou Réu Confesso...

...Vivo no mundo dos sonhos...


Pax Torralba.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Revolução


"Passei fora de órbita por muitos instantes,
precisei voar,
precisei partir e voltar,
precisei tirar os pés do chão,
porque os pés na Terra estavam me sufocando,
as raizes me estrangulavam o pescoço,
precisei vagar,
precisei voar,
peguei asas emprestadas de um anjo,
voei,
mas nas asas de Ícaro morri.
Revolução em mim,
sou um foguete fora de órbita,
Descontrolada,
Inquantifícavel,
Indescritível,
Sou Invisível,
Sou fogo,
Eu Sou o Phoenix que renasce das cinzas....
Revolução em mim,
agora digo Bem-Vinda a nova Deusa que habita em mim!"
Pax Torralba

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

DESERTO


O deserto que abrigo em meu peito,
O deserto é quente,
O deserto é frio,
O deserto sabe que nas noites de lua cheia,
o eco da tua solidão,
me embriaga,
me perco e alucinada sigo trôpega, ofegante...
será que as estrelas me guiarão ao Oasis que saciará minha sede de água...
e minha fome com tãmaras?
serei tua deusa nos meus sonhos de mil e uma noites...
porque meu peito é puro deserto...
Pax Torralba

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

A meus adoráveis sonhadores


DICA DE LEITURA
Para todos aqueles, como eu, que gostam de sonhar, que gostam de viver muitas vidas numa só...
É um livro fácil de ler, despretensioso, mas ao mesmo tempo magnífico! deixar-se atrapar pelas descrições de cada conto, escritos para vinte artistas que ama e admira, Antonio Tabucchi "penetra as trevas do sono para iluminar, com sonhos, desejos, os dramas e o própio sentido da vida."
"O feitiço da narrativa é tão envolvente e propicia emoção estética e prazer intelectual de tal intensidade que, tal como Toulouse Lautrec, "pintor e homem infeliz", abraçando o travesseiro no fim do sonho e virando-se para o outro lado para continuar a sonhar, gostaríamos de continuar sonhando nas asas de Tabucchi".
amooooooooooooooooo

Eolo


Naquela tarde quente de 1962, Lívia olhava pela janela e via o Pão de Açúcar lá de longe... sentia como se estivesse dentro de um sonho... fazia dois dias que chegara da capital mineira, juntamente com sua família... O calor sufocante não amenizava, nem mesmo com limonada gelada... resolveu deitar e fazer uma siesta...
Sonhos de Lívia,Poeta e Diva

Sonhou que havia se transformado em Rita, sentia o toque da seda do vestido longo e negro na pele, sentia o coração pulsar mais forte com a força e o som da orquestra, o som do trompete era tão nítido... a música que ela cantava, Lívia/Rita fazia as pessoas delirararem no salão do Copacabana Palace, dançando e cantando "Put the Blame on Mame", ela sacudia os quadris e olhava os ilustres desconhecidos, Jango, Guinle e Leila Diniz... sentia uma voz chamando lá no fundo... e seu corpo caindo e sendo arropado pelas nuvens rosas do cenário carioca que havistara desde o seu quarto...
Abriu os olhos e já era o horário do jantar, o cheiro e a voz da sua mãe fizeram Livia descer de sua nuvem rosa e esquecer que tinha sido Rita, ao menos e em seus sonhos, ao menos naquela tarde quente de 62. Enquanto ainda era uma normalista, recém chegada a capital... Nada que a ditadura militar pudesse mudar, mas isso já é outra estória...

domingo, 2 de agosto de 2009

Antropologia do sexo


A SEXUALIDADE HUMANA
será nosso fio condutor para acompanhar a diversidade e as principais características das teorias antropológicas . Para unificar nosso vocabulário, iniciamos com informações básicas sobre o fenômeno sexual.
Segundo os biólogos, os primeiros organismos sexuados – as algas - teriam surgido a 2 bilhões de anos, representando a reprodução sexual uma das mais bem sucedidas adaptações da evolução da vida.
O estudo científico do sexo surgiu na Civilização Ocidental, contraditoriamente, na época de maior repressão anti-sexual, na era Vitoriana, segunda metade do século XIX. Até aquela época, predominou no milieu pensante ocidental, irrecuperável ignorância e pudico silêncio a respeito da sexualidade humana.
Heródoto, no século V, é apontado por Gregersen, em seu livro Práticas Sexuais como o autor da primeira teoria antropológica relativa à sexualidade, livre da explicação mitológica: para Heródoto, as pessoas que viviam em climas quentes eram sexualmente mais ativas e menos reprimidas do que as que habitam em áreas frias. Foram necessários mais de 1500 anos para que finalmente, em 1980, George Murdock testasse essa hipótese: da fato, com uma amostra de 126 sociedades, comprovou ser acertado o insight do mestre grego, observando-se correlação significativa entre sociedades sexualmente dionisíacas e climas mais quentes, predominando, em oposição, tendências sexuais apolíneas em nichos ecológicos mais frios. Neste caso particular, não comungo com a crítica que Leach faz a Murdock em Repensando a Antropologia, equiparando seu trabalho ao de mero "colecionador de borboletas". Como enfatizou Carole Vance, no clássico "A antropologia redescobre a sexualidade: um comentário teórico", os antropólogos gozam geralmente a reputação de serem investigadores destemidos dos costumes e práticas sexuais em todo mundo, rompendo os tabus intelectuais sexofóbicos comuns em outros disciplinas mais tímidas. Tal reputação, contudo, não corresponde perfeitamente à realidade, pois nossa disciplina compartilha ainda a opinião geral na academia, de que sexualidade não é área inteiramente legítima, lançando dúvidas sobre a própria pesquisa, seus motivos e até sobre o caráter e idoneidade de quem pesquisa temas sexuais.
Para início de qualquer discussão sobre sexualidade humana, e para definir nosso arcabouço conceitual, é fundamental esclarecer quando menos os seis principais significados que o termo sexo pode assumir no discurso científico:
1. Sexo genético: decorrente dos cromossomas, o código biológico mediante o qual cada pessoa terá suas próprias características físicas, e que ao se reunirem dois cromossomas XX, o indivíduo será fêmea ou se a união dos cromossomas for XY, nascerá macho;
2. Sexo gonadal: composto pelas glândulas responsáveis pela diferenciação dos dois sexos – no homem representado pelos testículos, que produzem os espermatozóides e os hormônios masculinizantes (testosterona) e na mulher pelos ovários que produzem os óvulos e demais hormônios responsáveis pelas características sexuais femininas (progesterona);
3. Sexo anatômico: é o aspecto exterior do corpo humano que distingue o aparelho sexual da mulher (vulva) do órgão sexual do homem (pênis), também chamado de órgãos genitais;
4. Sexo psicológico: conhecido como "identidade sexual" – é a forma como cada indivíduo percebe e reconhece sua própria condição existencial enquanto pertencente ao universo masculino ou feminino;
5. Sexo social: também chamado de "papel de gênero", a forma específica como a pessoa vai representar o personagem que cada cultura atribui historicamente a mulheres e homens através do processo de socialização;
6. Sexo erótico: hoje referido como "orientação sexual" , ou seja, o objeto de desejo para o qual o ser humano dirige sua libido, podendo ser heterossexual, homossexual ou bissexual.
Tais distinções são fundamentais para a compreensão da sexualidade humana, pois diferentemente do que ocorre e é observado no mundo animal irracional, onde a diferenciação e performance sexuais são determinadas geneticamente, sendo a resposta instintiva quase igual e padronizada para todos os indivíduos da mesma espécie, entre os humanos, a vivência sexual é marcadamente polimorfa, dada a complexidade do córtex cerebral e a diversidade das respostas culturais. Um mesmo indivíduo pode ser genética, gonadal e anatômicamente macho, e no entanto, identificar-se e viver psicológica, social e eroticamente como mulher – ou vice-versa. Em seu livro Sex, Gender and Society, Ann Oakley demonstrou como se dá a construção socio-sexual da personalidade, intelecto, dos papeis sociais e gênero, descartando a hipótese de que os hormônios sexuais produzam um padrão de sensitividade cerebral explicativo das diferenças do papel de gênero.
Marshall Shallins, já em 1976, em sua contundente crítica à obra pioneira de Edward Wilson, Sociobiology: The New Synthesis, chamou a atenção para "o equívoco de considerar a priori a sexualidade com um fato biológico, pois nenhuma satisfação pode ser obtida sem atos ou padrões socialmente definidos e contemplados, de acordo com um código simbólico, práticas sociais e propriedades culturais. A biologia humana não é um conjunto de imperativos absolutos: é maleável e apresenta enorme plasticidade se comparada com o determinismo a que estão sujeitos os animais. O meio ambiente e a cultura alteram o caráter biológico da sexualidade humana. A biologia, embora seja condição absolutamente necessária para a cultura, é também absolutamente insuficiente e incapaz de especificar as propriedades culturais do comportamento humano ou suas variações de um grupo para outro. Aliás, essa é a mesma crítica que a antropologia feminista faz hoje à própria separação entre sexo e gênero.Michel Foucault, na História da Sexualidade, ao apresentar como característica do Ocidente a Scientia Sexualis, enquanto o Oriente seria marcado pela Ars Erotica.Importante igualmente salientar o papel propulsor da própria revolução sexual no desenvolvimento dos estudos sobre sexualidade humana: os movimentos sociais mais uma vez pressionando a Academia para não ficar a reboque da história!
Parto de uma definição sintética da sexualidade como "expressão social de relações sociais e físicas, desejos corpóreos, reais ou imaginários por outras pessoas ou por si próprio, incluindo todos os movimentos, vocalizações e reações diretamente ligadas a respostas psicofisiológicas que provocam excitação e resultam ordinariamente em prazer e orgasmo" . Quanto ao sistema de gênero, pode ser definido como "o conjunto de arranjos pelos quais a sociedade transforma o sexo biológico em produtos psico-sociais diferenciados".
Deslocando agora a análise do papel de gênero para o erotismo, eis os principais tópicos que o etnógrafo deve estar atento ao pesquisar a sexualidade em diferentes sociedades humanas, segundo sugestão de Marshall e Suggs: órgãos sexuais; objeto da prática sexual; orgasmo; técnicas de relação sexual; programa para o coito; fatores socio-morais ligados ao erotismo.
Manuais antigos do Oriente, como Kama Sutra, e O Jardim Perfumado descrevem diferentes posições de atos sexuais, sendo que o pintor Giulio Romano, no século XVI, gravou 16 diferentes modelos de cópula.“No começo era o sexo e o sexo estará no fim. O sexo como característica do homem e da sociedade sempre foi central e assim vai continuar a ser...” escreveu em 1929 profeticamente Alexander Goldenweiser, em seu precursor Sex and Primitive Society.Em 1927 Malinowski publica Sexo e repressão na sociedade selvagem, onde reconhece dever muito a Freud pelo estímulo e instrução sobre alguns aspectos da psicologia humana, sobretudo a importância da psicologia infantil na história do indivíduo, estimulando-o ao "estudo aberto do sexo e várias vergonhosas mesquinharias e vaidades do homem, retirando a folha de parreira do nu."
O substrato argumentativo de Malinowski é que a sexualidade apenas aparentemente seria uma entidade universal platônica, norteada por impulsos nativos e fixos da natureza humana: para ele o correto é entender o sexo como fenômeno particular, resultado do hábito cultural e não da razão nem do instinto.
O estudo antropológico do sexo , a quebra de paradigmas e a aceitação do papel da mulher na atualidade(sexo social ou de gênero, descrito acima), traz novos matizes para a sexualidade humana no século XXI. Programas de tv como "Sex and City", nem sempre são fiéis à realidade de uma solteira da cidade de Nova York, pórem derrubam os pilares da sociedade cristã, puritana e conservadora norte-americana. A frustração do ser humano, pelo seu próprio vazio interior traz a tona a busca pelo prazer, o Hedonismo. Ahhh... O Ser Humano certamente é fascinante! Não é necessário que concordemos com tudo, aí está a discussão! Mas o estudo psicológico e científico, nos torna meros ratos de laboratórios... O importante é a liberdade plena que cada um sinta de ser feliz, respeitando até mesmo as diferenças. O Universo humano é muito rico... seguiremos estudando e procurando entender, e como sempre digo: "cada louco do seu jeito". Aceito a diversidade e quero que todos sejam felizes.

sábado, 1 de agosto de 2009

Antonio

Antonio Vega Tallés, Madrid 16 de Diciembre de 1957- Madrid 12 mayo de 2009. Compositor y cantante español.
Vega montó en 1978 la banda Nacha Pop junto con su primo Nacho García Vega, con la que en 1980 lanzó un LP homónimo que contenía la canción Chica de ayer, considerada un clásico del pop español.
Ahí comenzó una carrera que se prolongó nueve años, plagada de éxitos y un enorme prestigio, pero pocas ventas. Durante ese tiempo, el conjunto grabó siete álbumes: Buena disposición (1982); Más números, otras letras (1983); Una décima de segundo (1984); Dibujos animados (1985) y El momento (1987).
Pese a su popularidad, el cansancio y los problemas con las drogas de Antonio condujeron a Nacha Pop a su disolución y fue con dos conciertos en la sala Jácara de Madrid en 1988 cuando dijeron adiós. El álbum en directo que grabaron y que se tituló Nacha Pop. 1980-1988 fue disco platino y rompió su mala racha de escasas ventas.
Poco después, Vega dio comienzo a su carrera en solitario. Con su estilo intimista, con canciones que él llamaba "poemas adaptados a la música" y con las que tuvo muchos altibajos comerciales. Su primer disco fue No me iré mañana (1991), un disco "de guitarras y mucho pop", según sus palabras, al que siguió El sitio de mi recreo, una docena de baladas, mezcla de cosecha en solitario y de su etapa de Nacha Pop, que incluía El sitio de mi recreo (Premio Ondas) y su versión del clásico de Nat King Cole Ansiedad.
En 1993 le rindieron un homenaje con el doble álbum Ese chico triste y solitario, que incluía canciones de Antonio versionadas por grupos y músicos como Gabinete Caligari, Los Secretos, Rico, Alaska, Ramoncín, Ketama, Manolo Tena, Maná, Rosendo, Pistones o Tam Tam Go, entre otros.
Desafortunadamente aqui, del otro lado del charco, las cosas no llegán al instante... solo supe de su muerte hoy, cuando entre en el Skype y tenia puesto "adiós Antonio Vega" en el nick de un amigo... Mis ídolos se están muriendo. Y mi siento sola, sin Antonio Vega, Solveig Dommartin, me quedaré con ellos... y Rimbaud en una charla de bar, bebiendo Absinto y planeando nuestra fuga para el sitio de nuestro recreo...

quinta-feira, 30 de julho de 2009

I will survive...


At first I was afraid

I was petrified

I kept thinking

I could never live without you by my side

But then I spent so many nights

Just thinking how you'd done me wrong

And I grew strongI learned how to get along

So now you're backFrom outer space

I just walked in to find you here

Without the look upon your face

I should have changed my f-ing lock

I would have made you leave your keyIf

I'd have known for just one second

You'd be back to bother me

Oh now go,

Walk out the door

Just turn around now

You're not welcome anymore

Weren't you the one who tried to break me with desire

Did you think I'd crumble

Did you think I'd lay down and die

Oh no, not II will survive

As long as I know how to love I know I'll be alive

I've got all my life to liveI've got all my love to give

I will survive

I will survive

Yeah, yeah

It took all the strength I had

Just not to fall apart

I'm trying hard to mend the pieces

Of my broken heart

And I spent oh so many nights

Just feeling sorry for myselfI used to cry

But now I hold my head up high

And you see meWith somebody new

I'm not that stupid little person still in love with you

And so you thought you'd just drop by

And you expect me to be free

But now I'm saving all my loving

For someone who's loving me

Oh now go,Walk out the door

Just turn around now

You're not welcome anymore

Weren't you the one who tried to break me with desire

Did you think I'd crumbleDid you think I'd lay down and die

Oh no, not I

I will survive

As long as I know how to love I know

I'll be alive

I've got all my live to live

I've got all my love to give

I will surviveI will survive


Cortar o tempo

Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,

a que se deu o nome de ano,

foi um indivíduo genial.

Industrializou a esperança,

fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.

Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez,

com outro número...

e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente.

Marion


Saudades de quem já se foi...

Saudades daquela que nunca conheci...

Saudades daquela que nunca me encontrou...

Saudades de voar...

Saudades do céu de Berlim...

Lenda



Banshee

As Banshee provêm da família das fadas, e é a forma mais obscura delas. Quando alguém avistava uma Banshee sabia logo que seu fim estava próximo: os dias restantes de sua vida podiam ser contados pelos gritos da Banshee: cada grito era um dia de vida e, se apenas um grito fosse ouvido, naquela mesma noite estaria morto.
Tradicionalmente, quando uma pessoa de uma aldeia irlandesa morria, uma mulher era designada para chorar no funeral. Nós usamos a palavra carpideira. Mas, as banshees só podiam lamentar para as cinco maiores famílias irlandesas: os O'Neills, os O'Briens, os O'Connors, os O'Gradys e os Kavanaghs no caso, uma fada era responsável por cada família. Seria o choro da mulher fada. Essas mulheres fadas apareceriam sempre após a morte para chorar no funeral. Conta a lenda que quando um membro de uma dessas famílias morria longe de sua terra, o som da banshee gemendo seria o primeiro aviso da morte.
Também se diz que essas mulheres, chamadas de fadas, seriam fantasmas, talvez o espírito de uma mulher assassinada ou uma mulher que morreu ao nascer. Na Irlanda se acredita que aqueles que possuem o dom da música e do canto, são protegidos pelos espíritos; um, o Espírito da Vida, que é profecia, cujas pessoas são chamadas “fey” e têm o dom da Visão; o outro, o Espírito da Maldição que revela os segredos da má sorte e da morte, e para essa trágica mensageira o nome é Banshee.

Sejam quais forem suas origens, as banshees aparecem principalmente sob um dos três disfarces: uma jovem, uma senhora ou uma pessoa esfarrapada. Isso representa o aspecto tríplice da deusa Celta da guerra e da morte, chamada Badhbh, Macha and Mor-Rioghain. Ela normalmente usa uma capa com capuz cinza, ou uma roupa esvoaçante ou uma mortalha. Ela também pode surgir como uma lavadeira, e é vista lavando roupas sujas de sangue daqueles que irão morrer. Nesse disfarce ela é conhecida como bean-nighe (a lavadeira). Segundo a mitologia celta, também pode aparecer em forma de uma jovem e bela mulher, ou mesmo de uma velha repugnante. Qualquer que seja a forma, porém, sua face é sempre muito pálida como a morte, e seus cabelos por vezes são negros como a noite ou ruivos como o sol.
O gemido da Banshee é um som especialmente triste que parece o som melancólico do uivo do vento e tem o tom da voz humana além de ser audível a grande distância. Embora nem sempre seja vista, seu gemido é ouvido, usualmente a noite quando alguém está prestes a morrer. Em 1437, se aproximou do rei James I da Escócia, uma vidente ou banshee que profetizou o assassinato do rei por instigação do Conde de Atholl. Esse é um exemplo de banshee em forma humana.
Existem muitos registros de diversas banshees humanas ou profetizas que atendiam às grandes casas da Irlanda e às cortes dos reis locais. Em algumas partes de Leinster, se referem a elas como bean chaointe (carpideira) cujo lamento podia ser tão agudo que quebrava os vidros.
É bom lembrar que a banshee pertence exclusivamente à raça Celta. Ela jamais será ouvida a anunciar a morte de qualquer membro de outras raças que compõem a população irlandesa.
A banshee também pode aparecer de várias outras formas, como um corvo, uma espécie de ratazana, lebre ou doninha – animais associados, na Irlanda à bruxaria.
Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Banshee"

terça-feira, 28 de julho de 2009

Férias de Inverno


Dica de Arte:
Arte na França 1860 -1960: O Realismo

Em comemoração ao Ano da França no Brasil a capital gaúcha recebe cerca de 120 pinturas do Realismo francês. O Realismo foi o movimento da segunda metade do século XIX, decisivo para o desenvolvimento daquilo que se conhece hoje como Arte Moderna. Trabalhos de ícones da arte mundial como Courbet, Monet, Van Gogh, Degas, Renoir, Cézanne, Balthus, Millet, Dérain, Miró, Dalí e Manet integram a exposição Arte na França 1860 -1960: O Realismo, que traz uma concepção museográfica que obedece a ordem cronológica.

A mostra, que tem curadoria do francês Eric Corne, também apresenta trabalhos de brasileiros. Entre eles estão Cândido Portinari, Almeida Junior, Iberê Camargo, Lasar Segall e Guignard, que cumprem o papel de reforçar a ideia de diálogos entre diferentes autores, valorizando em especial as aproximações e/ou contrapontos entre franceses e brasileiros que estudaram em Paris. Diálogos esses que não aparecem somente na relação entre França e Brasil, a exemplo de trabalhos do italiano Amadeo Modigliani, radicado em Paris, que também fazem parte da exposição.

A proposta é levar o visitante a fazer um percurso por um século de arte produzida na França. Além disso, levanta questões relacionadas às diversas e contraditórias manifestações do realismo. A exposição é focada no período em que o realismo se afirma na arte francesa e passa a influenciar o panorama cultural internacional. Isto, até o momento em que arte feita nos EUA ascende ao primeiro posto. Trabalhos que fazem parte de outros movimentos e escolas, mas que foram abordados pela perspectiva do Realismo também fazem parte de Arte na França 1860 -1960.

Entre os trabalhos de destaque expostos em Porto Alegre está a tela Rosa e Azul - As Meninas Cahen D´Anvers (foto), de Renoir. O quadro de 1881 foi encomendado pelo banqueiro Louis Raphael Cahen d´Anvers, pai das meninas que aparecem no quadro - Alice e Elisabeth. A obra pertence ao Museu de Arte de São Paulo (MASP) e foi adquirida para a instituição por Assis Chateaubriand, fundador do museu paulistano. Outra obra clássica que pode servista no Margs é Retrato de Mulher de Vestido Azul (1935), do francês Balthus, que hoje faz parte do acervo do Museu Berardo, em Lisboa. Óleos de Van Gogh também estão expostos em Arte na França 1860 -1960: O Realismo. Um deles é Passeio ao Crepúsculo, pintado em Saint-Rémy, possivelmente em 1890, ano da morte do pintor. Outro é A Arlesiana, quadro tido como a Mona Lisa dos museus latino-americanos. Ambos fazem parte do acervo do MASP.

Férias de Inverno


Dica de Exposição:
Neste ano de 2009 se comemoram os 200 anos do nascimento de Darwin, em 12 de fevereiro de 1809, e também os 150 anos da publicação do livro A Origem das Espécies por meio da seleção natural. A obra, que revolucionou a ciência em relação ao surgimento e a evolução dos seres vivos, começou a ser concebida durante a viagem do navio Beagle, em que o jovem Darwin, então com 22 anos, esteve presente como naturalista, disposto a explorar as localidades visitadas e coletar o maior número possível de espécimes.

O Museu de Ciências e Tecnologia da PUCRS, mostra aos visitantes a exposição (R)Evolução de Darwin. Nela se conhecerá as etapas e repercussões da viagem do Beagle, em três andares de emoção, conhecimento e diversão. A exposição está dividida em A Viagem do Beagle; A Origem da Vida; A Evolução; A Biodiversidade e A Vida e Obra de Darwin. A exposição mostra como eram os primeiros seres vivos da terra, como surgiram e como a biodiversidade atual surgiu a partir destes pequeníssimos seres.

A mostra inclui uma réplica do Beagle, que pode ser vista logo no começo da "viagem" - na proporção de 1:4 com 8 metros de comprimento e 9 metros de altura, com as velas. Após embarcar neste navio, o visitante pode ver o aparelho que simula as condições em que se formaram as primeiras moléculas precursoras da matéria orgânica necessária ao aparecimento da vida na Terra, há cerca de 4 bilhões de anos (uma reprodução do experimento de Oparin Miller); a árvore filogenética da vida; o que Darwin viu no Brasil, quando conheceu matas baianas e fluminenses à procura de plantas, insetos e animais e que o auxiliaram a criar a sua teoria e suas descobertas em outros locais, como as ilhas Galápagos. Há também uma parte da exposição que reconstrói o escritório de Darwin nos arredores de Londres, local em que o cientista estudou e elaborou suas teorias.

Férias de Inverno


Dica de Teatro:
Na comédia Os Difamantes, os atores Maria Clara Gueiros e Emílio Orciollo Netto vivem um casal em meio ao mundo das celebridades reais, instantâneas e pretendentes a famosos. Maurício é advogado e sua mulher, Beatriz, professora de educação física. Cansados de seus empregos, os dois inventam um talk show no qual receberão convidados em sua cama e farão entrevistas e comentários sobre programas de TV. Enquanto isso, quebram a cabeça (e se divertem) analisando e criticando o mundo dos famosos e seu próprio mundo, o do casamento.

Férias de Inverno


Dica de cinema:
LOKI – ARNALDO BAPTISTA
Brasil, 2008, digital, cor, 121 min, livre
Cinebiografia do músico Arnaldo Baptista, ex-integrante dos Mutantes, contada por meio de um quadro traçado pelo próprio artista. A narrativa é intercalada com imagens históricas que remetem aos principais momentos de sua trajetória artística.
Rio 2008: melhor documentário (público).

Férias de Inverno


Dica de filme:
O Sabor da Magia. Sinopse: Tilo (Aishwarya Rai) (na foto ao lado) é uma mulher misteriosa, que é dona de uma loja de especiarias e possui o dom mágico de transformar seus ingredientes em poções para curar as pessoas. Porém há uma regra: Tilo jamais poderá provar alguma de suas receitas ou se apaixonar, caso contrário perderá seu dom.

Férias de Inverno


Dica de leitura:
"Mais Platão Menos Prozac", Lou Marinoff é o principal líder,nos EUA, de uma nova corrente de pensamento que retira a filosofia de seu castelo acadêmico e a devolve ao seu dia-a-dia,utilizando as obras dos maiores pensadores da história para ajudar as pessoas a resolverem seus próprios problemas. No aconselhamento filosófico proposto pelo autor, Platão, Aristóteles, Kant e Kierkegaard, entre outros, são o ponto de partida para pensar em questões corriqueiras como conflitos amorosos, mudanças profissionais e o temor da morte. O movimento surgiu em 1981 na Alemanha, com Gerd Achenbach, e hoje tem seguidores, na Holanda, Estados Unidos,Canadá, Japão, Inglaterra...
Segundo Marinoff,os clientes são em sua maioria refugiados da terapia tradicional, pois muitas das terapias atuais não passam de "farmacologia neural", e hoje são feitas prescrições "para pessoas que precisam tão somente de uma discussão".